Pular para o conteúdo principal

DIREITOS HUMANOS: IREMOS TERGIVERSAR?

  

Artistas brasileiros ilustram artigos da Declaração dos Direitos Humanos |  Super

 

 

 

 

 

 

 

 

 Eduardo Freitas Cardozo

     De há muito vemos essa certa compreensão paralela da realidade, compreensão que foge da realidade dos próprios interlocutores que a propagam, gerando assim uma compreensão paralela de mundo onde a barbárie substitui os avanços humanísticos. Quais seriam esses avanços humanísticos? Os propostos pela declaração universal dos direitos humanos. Mas, então, o que levaria essas pessoas a questionarem esses avanços e viverem em realidade paralela? Essa resposta pode ser encontrada no próprio surgimento desses avanços.   

    No século XX, com a trágica situação gerada pelas grandes catástrofes sociais e de saúde geradas pela guerra provocaram os líderes mundiais a se reunirem em uma organização global focada na unidade e no progresso contínuo e unido dos povos. Essa congregação das diversas nações, guiadas pelas potências multipolares, conduziu o mundo para diretrizes internacionais que evitassem as tragédias das eras anteriores que culminaram nas grandes guerras. Essas diretrizes se centraram na ONU e nas diversas instâncias associadas a ela como a UNESCO, a OMS e a UNICEF. Tudo isso se baseou principalmente na Declaração Universal, e muitos, infelizmente, com esses avanços, acharam que a história havia acabado e que essas perspectivas e ideais só cresceriam de forma contínua ao longo do final do século XX, e se acomodaram.  

    Em contrapartida, pessoas politicamente contrária a essas questões tiveram muito tempo para imaginar maneiras e metodologias de divulgação, e de instigação das pessoas de uma forma geral, contra os direitos humanos, culminando, em alguns país como o BRASIL, a termo direitos humanos ser entendido pelo senso comum como algo pejorativo, e não como algo que defende o cidadão e garante seus direitos contra repressão, tortura e lhe da garantias individuais como o pleno emprego e a condenação da escravidão, além da perspectiva de bem-estar social, proposto inclusive em nossa constituição cidadã de 1988. Por quê isso? Seria interesses políticos, ideológicos, econômicos? Não saberia dizer! Mas o que não deveria ser admitido era a falta de combatividade dos interlocutores desses direitos, e a permissão que os defensores dão a esses indivíduos difamar e vilipendiar essa bandeira tão emergente e necessária, desde o início da história.  

    O que deveríamos fazer é combater, de forma ainda mais vigorosa do que eles que difamam, devemos, portanto modificar nossa abordagem, mostrar a importância desses direitos para o cidadão, e desapropriar da linguagem difamadora o termo direitos humanos, e o resgatar novamente para a vanguarda e o prestígio de uma perspectiva de esperança e progresso.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Resenha - Uma análise crítica do ensino de Física

O artigo Uma análise crítica do ensino de Física , escrito pelo Prof. Marco Antonio Moreira é uma produção em forma de crítica ao sistema atual do ensino de Física. Com o objetivo de fazer uma abordagem crítica à  Pesquisa e Estruturação do Ensino de Física, o artigo aborda em forma de tópicos os pontos importantes a serem discutido sobre essas  temática. No primeiro tópico Introdução e no segundo tópico Mas por que tudo isso? Por que esse ensino? o prof. Moreira destaca algumas marcas import antes e conquistas que houveram na área do E nsino de Física. Contudo,  em paralelo o autor explicita que mesmo com os avanços, o Ensino de Física encontra-se em crise. Nos tópicos conseguintes, referente a Pesquisa Básica , Pesquisa Avançada e Pesquisa Translacional. Para o autor  existe um certo tom de contraste em relação à pesquisa e publicação, já que quase anualmente saem  inúmeras  pesquisas em Ensino de Física no Brasil, mas o autor é coerente  em dizer...

ANÁLISE DO LIVRO DIDÁTICO: FÍSICA DE SAMPAIO & CALÇADA

     Eduardo Freitas Cardozo Lic. Em Física      Como parte do plano nacional do livro didático (PNLD). a coleção volume único de FÍSICA, é uma obra dos autores José Luiz Sampaio e Caio Calçada, conhecidos por serem professores e autores de livros de Física, conhecidos sobretudo por sua qualidade e rigor acadêmico, além de uma prioridade didática, refletido principalmente nessa obra volume único. Neste volume único os autores trazem uma teoria completa exigida para o ensino médio é exposta de forma concisa, simples, mas objetiva do ponto de vista didático, entretanto mantendo-se o rigor conceitual. O livro traz ainda uma enorme variedade de exercícios e de testes de vestibulares e do Enem, além de leituras sobre aplicações da Física no cotidiano, dentro de um itinerário normativo baseados nos antigos PCN’s, pois o livro é do triênio 2009-201 do selo PNE.   O livro dispõe de todos os assuntos referentes ao conteúdo programático de Física Clássica...

A Ressureição do Major Quaresma #1: O vilipêndio

N o Epitáfio estava escrito: Aqui jaz o major Policarpo Quaresma, aquele que amava o Brasil mais do que a si próprio, aquele que morreu em desgosto, mas, como último ato, sua mente deu-lhe o despojo de sonhar, morreu suspirando a certeza de um Brasil glorioso em um futuro, nem que fosse distante. Ricardo Coração dos Outros       Fazia-se um silêncio Enorme no Cemitério dos Ingleses, um vento profundamente frio corria entre as lápides provocando um som meio tenebroso, parecia cantar de forma solene. O velho Carlota, vigilante do cemitério, estava de fronte ao portão de entrada sentado em uma cadeira cochilando seu bom sono das 4:00 da madruga - pois sabemos que vigiar aqueles que não voltam mais não exige tanta atenção assim - quando uma luz forte, um som agudo e estridente e um certo tremor o acordou de seu sono "leve" de vigilante. O som vinha do fim de uma via de acesso, a luz parecia descer e pairar sobre uma das lápides; foi então que Carlota percebeu que tr...