O fervor hibrido e mutante Andante miscigenação das eras Ofegante sentimento vivaz Voraz senhor e senhora Outrora criadora das eras mais belas Nas vozes e nas ervas. Ai quem me dera Dar-te-a a abundância A virilidade e a perseverança De buscar-te e sentir-te O deusa mãe lilith Viril macho-fêmea Que com delicadeza pisa E desliza seu salto Alto e pontudo na cara dos fajutos E daqueles que não sabem amar Sonhar ou ao menos A natureza contemplar. Tu és poder e sentimento Teu falo penetra os lamentos Os transforma em pó e em contentos Inebria e traz prazer Como um gozo Um suspiro de viver E ensina que sentir é ir lá fora Espiar o sol e a aurora Dos corpos nus e do suor Que em cascata do teu corpo jorram E me molham como a chuva A chuva quente de verão Que molha a terra sofrida do sertão. Ai de minha vida ferida Frida Que como frigideira respinga faíscas De óleo quente e pegajoso Do meu sentimento molhado e oleoso Como os pasteis ermos que comemos ...