Milhões de pessoas olhando abismadas a injustiça, a dor e o ódio que assola o ocidente diante da frágil, mas magnânima, vidraça da indiferença, fácil de quebrar, sim é! Mas o comodismo diário das coisas ruins nos dá a sensação de leveza maligna, como se o incorreto passa-se a ser a realidade incontestável! Os burgueses dessa vez não conseguiram perceber o tamanho de sua decadência, como já disse em outro texto comum, eles apenas se trancaram dentro de suas casas e não conseguem notar que a infeliz flecha do tempo está pregando uma grande peça, não só em nós os servidores, mas também neles, os tiranos. O vento pestilento e as más escolhas democráticas passaram diante dos servidores e dos burgueses, que de fora da vidraça estavam; passou entre o vidro e o povo, mas não o quebrou de imediato, apenas o fragilizou e o poliu, o tornou mais fino e fraco.
O mundo novamente parecia começar a se "equilibrar" e aceitar o comodismo diário das coisas ruins, já não mais se lamentava pelas mortes, e não ligava para as tristes notícias, a indiferença voltava a reinar com vara de ferro! Foi então que o instrumento do bruxo voltou-se contra ele, mas não diretamente. Um mecanismo de opressão travestido de agente da ordem sufocou tão covardemente um homem, um homem negro, que até a pestilência, também sufocante, agora parecia uma pobre eremita indefesa. Diziam os conformados amestrados: "Essa gripe foi forjada", "Gripezinha criada em laboratório", "É um erro humano", "Foram os Chineses que criaram"; mentirosos e caluniadores, verdadeiros satãs e diabos, pois mentem e não provam, e mesmo que provassem, são guias cegos, melhor dizendo, caolhos, pois só olham o que querem ver, e quando veem tampam o olho bem tampado com a mão contaminada, e continuam as fantasias com seu mundo FAKE!
Pergunto a vocês: E essa praga mortalmente opressora, que não tem pena de quem clama por ar para respirar, que sufoca mulheres e homens negros todos os dias, que laboratório terá a criado? Eu respondo! O laboratório do racismo, sim, esse mesmo, e ele não veio da China, nem foi introjetado nos ocidentais em um complô comunista, ele existe e mata da pior maneira possível, de forma consciente e estrutural. Qualquer "acaso" PODERIA apascentar o desejo, nem que fosse de um, de pegar uma pedra e lançá-la, mesmo que fosse de forma obliquá, na direção daquela maldita vidraça; como a peste anterior era mais nova e mais evidente, e mesmo assim estava sendo esquecida, acharam os tiranos que esse suposto "incidente" também seria com o tempo apascentado, passaria diante da vidraça e ninguém faria nada, mas a peste do racismo, que novamente passou por todos e quase não os tocou, matou um dos que estavam diante da vidraça, enquanto todos olhavam ele clamava: "Não consigo respirar".
Isso bastou para que uma pedra, como que levitando, lança-se se de confronto ao vidro, transpassando o ar pestilento e umedecido das lagrimas dos injustiçados, quebrando-a e levando o povo a gritar, e com as pedras qubrar por completo o vidro, enquanto os fascistas fugiam largando seu divã de onde observavam o povo a morrer, refugiando-se em suas estruturas e no poder, nos mecanismos de opressão.
Não era a primeira vez que a vidraça quebrava, já houvera outras vezes, mas devemos nos esforçar para que o vidro não seja colocado de volta na loja de suvenir dos carrascos. Devemos lutar e fechar essa loja maldita, gritar e não esperar tanta coisa ruim, para que enfim, alguém uma pedra possa lançar e a vidraça possa quebrar.

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