Você que iniciou a leitura destes textos vis pode até estar pensando: Esse tema é bem comum, mas incomum comparado com os outros, então por quê ele o disserta? A resposta é bem clara, e bem consistente. Sendo o senso de um comum o tema dos textos aqui expostos, não poderia eu falar aqui de um devaneio, delírio e malfazejo mais comum que essa tal de virada de ano. Eu até entendo o simbolismo fraterno, a simpatia e a fé devotada inerente, o que inerentemente a tudo isso não entendo e a hipocrisia e a falsidade dos atos da maioria.
Admito que não sou daqueles que acredita que o mundo inteiro jaz no poder dos malignos, mas também não sou daqueles que devota no homem a bondade absoluta corrompida pelo bem-estar social vigente; portanto, eu vejo nessas atividades coletivas de prol fraterno um amontoado de pessoas, na esmagadora maioria, dotadas de uma falsidade e falta de perspectiva sem igual (nesse meio, me encaixo, na maioria dos aspectos!).
Adriana Calcanhoto, quando eu tinha 13 anos de idade me chocou , a través de minha abnegada professora de biologia, como se chamava mesmo?... Ah sim, Daniela, o nome dela. Me chocou com uma música chamada 8 anos, e dentre várias perguntas, perguntas inerentes aos pequeninos, Gabriel, a personagem da canção, perguntava a pergunta que me remete a minha melhor lembrança do réveillion, na qual dizia: Como se escreve réveillon?
O mais gozado é que essa lembrança é do inicio de meu ano letivo no Ginásio Clóvis Salgado, não no fim. Ali pude contemplar através do esforço daquela pobre e recém iniciada na docência cientista, bióloga e professora, o esforço de nos encucar alguma reflexão, que talvez, de imediato não soubéssemos absorver. Novamente, como todo texto lido aqui, você deve se perguntar: O que isso tem haver com o tema aqui proposto? A contrapartida vem desta data, apesar de tudo, das idiossincrasias sociais e dos apelos comerciais burgueses, a indagação daquela canção a mim trazida por aquele esperançosa mulher, me fez e me trouxe diversas perguntas, algumas destas que me fizeram e me trouxeram a escrever, e a estudar a natureza.
Ao mudar de ano, dimensionalmente falando, não muda-se quase nada, não passa de uma convenção arbitrária de um bom Papa Latino, e também dos Romanos, o mais importante é a linearidade (mesmo não gostando disso) trazida e que se renova, e permitindo dentro de um âmbito de entendimento pessoal e coletivo, contemplar novas, mesmo que falsas tempo-naturalmente, perspectivas. Precisamos procurar através destas mudar, até mesmo as falsidades e o minimalismo do tempo vil que vivemos, de pensar, e de tentar ser livres para conosco.
Ao pular as sete ondinhas, vestir cuecas e calcinhas de cor branca, verde ou vermelha, ao jogar flores ao amar, rezar ou até mesmo tentar contemplar a natureza, lembre-se que a vida não mudou com um simples passar de horas, uma simples mudança de posição angular do ponteiro em um relógio. Lembre-se que ao fazer qualquer uma destas devoções, credos e vivências, os preconceitos devem ser levados juntos, a hipocrisia e principalmente a falta de vergonha na cara. Seja, como for, não tenha pena do mundo, tenha de si; de ser mais um escravo da mentira coletiva.
Tente ser a professora no próximo ciclo linear inventado, se não mudar, tente ao menos mudar os outros através de uma reflexão sobre a importância de perguntar: Como se escreve réveillon?

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